sábado, 19 de julho de 2014

Fé Bahá'í -- surgiu na Pérsia

Fé Bahá'í surgiu na PérsiaA Fé Bahá’í é uma religião que surgiu na Pérsia, hoje Irã, em 1844. Possui suas próprias leis e escrituras sagradas que se baseiam nos ensinamentos de Baha’u’llah e não possui rituais, cultos, cleros e dogmas.
Seus ensinamentos foram divulgados por todo o mundo e rapidamente a religião cresceu em quantidade de fiéis e disseminou-se em todos os continentes, principalmente na Ásia, na África e na América Latina.
• História
Originou-se a partir de Ali Muhammad Shirázi de Sayyid, comerciante que após vários exames se viu diferente e se consagrou Báb (a porta) e chamou de Bábis os seus seguidores. Em 1844, conquistou dezoito discípulos em Shiraz e os consagrou “letras da vida”. Báb dispersou-os para diferentes localidades a fim de se propagar, mas não teve muito êxito e estes retornaram a Shiraz. Neste período, todas as regiões do Irã conheceram a Fé Bahá’í e milhares dos moradores se converteram à religião, inclusive alguns islâmicos.
Em 1846, o Báb foi impedido de circular e censurado pelo regulador de Shiraz que temia pela quantidade de adeptos que por ele foram conquistados e pela rapidez com que crescia o movimento. Revoltados, seus seguidores protestaram e conseguiram libertar Báb da cidade, mas em 1848 foi novamente preso, desta vez em Chihrig, um lugar mais longe, para que este ficasse mais isolado de seus adeptos. Neste período, escreveu seu principal livro acerca de leis e ensinamentos.
Entre 1848 e 1850, houve diversos massacres por causa da prisão de Báb e como consequência destes, Báb foi levado a Tabriz e morto a tiros em público. Seu corpo foi resgatado por um seguidor e escondido por cinquenta anos em diferentes lugares, somente após este período seu corpo foi enterrado em Haifa.
Em 1852, os seguidores de Báb decidiram vingar-lhe, mas estes foram, na grande maioria, executados. Bahá’u’llah teve sua vida poupada por causa da sua ligação com o ministro russo em Tehran (eram cunhados) e por causa da sua posição social.
Bahá’u’llah juntamente com os seguidores que não participaram da vingança foram perseguidos, presos e este, nesta circunstância, escreveu seu principal livro, o Kitáb-i-Agda. Fundou a Fé Bahá’í e a divulgou em 1863, ano em que se proclamou o prometido de Báb. Bahá’u’llah foi preso e exilado em locais de extrema segurança, mas não o bastante para impedir que seu filho mais velho, Abbás Effendi, se tornasse portador e intérprete de seus ensinamentos. Abbás Effendi ficou conhecido como Abdu’l-Bahá, o servo da glória.
Características e Ensinamentos
• A Fé Bahá’í é monoteísta e acredita haver apenas um Deus que é cultuado com diferentes nomes.
• É contra qualquer tipo de preconceito e discriminação.
• É contra a má distribuição de renda e os conflitos entre países.
• Prezam pela harmonia entre ciência e religião.
• Buscam a verdade de seus ensinamentos sem clérigos.
• Coordenam suas atividades por meio de nove membros escolhidos por votação, em que maiores de 21 anos são permitidos a votar e a serem votados.
• Adota o número nove como número da perfeição já que é o maior dígito.
• Adotam templos de nove entradas com a exclusiva finalidade de realizar orações.
• Acreditam que a vida é somente um projeto para o crescimento espiritual que se inicia no ventre materno e se prolonga pela eternidade.
• Acreditam que a semelhança entre Deus e os homens é como um espelho para que o homem reflita as perfeições divinas, como a bondade, humildade, honestidade, veracidade, serviços e outras.
• Acreditam que o casamento é realizado pela união entre homem e mulher a fim de melhorarem a vida espiritual um do outro.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Exorcismo

São vários os relatos de exorcismo ao longo da história do homem
Exorcismo é o ato de expulsar ou expelir demônios ou espíritos malignos geralmente de pessoas; podendo existir casos envolvendo lugares ou objetos. Segundo a visão religiosa, o ritual de exorcismo só ocorre quando constatada a possessão demoníaca (pelo diabo ou seus anjos). Esse ritual é praticado por padres católicos, há relatos de que outras culturas também realizavam rituais semelhantes a esse. Atualmente, a Igreja Católica Romana ainda acredita em possessões diabólicas e seus sacerdotes realizam o “exorcismo real”, um ritual de 27 páginas onde se utiliza água-benta, preces e relíquias (ou símbolos cristãos) com o objetivo de expulsar demônios ou espíritos malignos. Existem igrejas protestantes que também acreditam em possessão demoníaca e praticam um ritual de expulsão desses espíritos, porém, diferente do catolicismo, o protestantismo executa a expulsão unicamente pelo uso do nome de Cristo e de palavras proféticas. Na Igreja Católica são praticados três tipos de exorcismo:
• Exorcismo batismal: é o ato de abençoar a criança antes do batismo com o objetivo de purificá-la do mal.
• Exorcismo simples: é o ato de abençoar um objeto ou lugar para acabar com toda e qualquer influência maligna.
• Exorcismo real: é o ato de expulsar Lúcifer e seus anjos de um ser humano.

Processo de Exorcismo
Quando chegam à Igreja relatos de que existe um possível caso de possessão diabólica, começa o processo de investigação. Procedimento necessário para esclarecer se a pessoa sofre de algum problema de saúde mental, pois todas as hipóteses humanas são investigadas. Estabelecido que se trata realmente de um caso de possessão verdadeira, a Igreja indica um exorcista, esse normalmente é o mesmo padre que realizou a investigação. No ritual (Rituale Romanum), o padre exorcista deve se confessar ou, pelo menos, obter um ato de contrição (arrependimento ou dor profunda por ter ofendido a Deus). Ele veste sua sobrepeliz e a estola roxa, faz o sinal da cruz em si mesmo e nos demais envolvidos no ritual, depois joga água-benta em todos e no recinto, isso serve para preparar o exorcista, as pessoas presentes e o local. Tudo sido feito corretamente, o ritual tem início com a chamada Ladainha dos Santos, em que o exorcista recita a ladainha e todos os presentes devem responder com fé e convicção.
Além da Ladainha dos Santos o padre lê o salmo 53, dá os comandos ao espírito que se encontra dentro do possuído. Todos leem todas as lições do evangelho e a parte mais importante do exorcismo que é quando o padre lê as palavras de expulsão de Lúcifer e seus anjos. Cantam o Cântico de Nossa Senhora (Lucas 1: 46-55) e falam a Oração após a libertação.

O ex-padre jesuíta e autoproclamado exorcista, Malachi Martin, diz que o exorcismo possui estágios típicos:
• Presunção: Lúcifer esconde sua verdadeira face;
• Ponto Fraco: Lúcifer revela-se;
• Conflito: há uma disputa entre o exorcista e Lúcifer pela alma do possuído;
• Expulsão: a batalha é vencida pelo sacerdote, Lúcifer abandona o corpo do possuído.
Qualquer ritual igual ou semelhante ao do exorcismo deve ser praticado unicamente por pessoas capacitadas, além de ser necessária uma investigação a fim de eliminar todas as possibilidades terrenas, para usar os recursos religiosos. Lembrando que já tivemos casos de morte durante a tentativa de exorcismo católico e protestante.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Carma e samsara

Elementos comuns em grande parte das religiões indianas, carma e samsara são conceitos fundamentais na compreensão da existência humana para determinadas religiões, como o hinduísmo, jainismo, siquismo e budismo. Na verdade, observando a significância de cada um deles, podemos ver que carma e samsara operam em conjunto na interpretação da vida e do processo de elevação espiritual.

De modo mais amplo, o carma funciona como uma espécie de lei de causa e efeito, no qual cada atitude, assimilada durante a vida, tem peso vital para as características a serem assumidas em uma próxima existência. Em outros termos, isso significa dizer que as características localizadas em sua existência atual são o resultado das escolhas e atitudes tomadas em outras vidas anteriormente assumidas.

Ao perceber os sucessivos renascimentos que o carma estabelece, observamos o desenvolvimento do samsara. Negando uma visão linear e progressiva, o samsara engloba todo o ciclo de renascimentos que um indivíduo assume. Na medida em que continua tomado por insatisfações e desejos, o indivíduo fica preso a esse ciclo de renascimentos. Conforme consolida bons carmas, ele pode superar esse processo circular com o alcance do nirvana.

Segundo cada tradição religiosa indiana, vemos que a reencarnação e o carma assumem lugares relativamente diferentes. Para os hindus, a alma é vista como um dado concreto e que migra ao longo do tempo em busca da salvação. Já os budistas renegam a identificação de uma alma estável para defender o princípio de que a carga dos carmas é que se transporta ao longo das existências assumidas. Por outro lado, os jainistas pregam que o carma seja uma substância atômica integrante da alma.

Quando atinge o nirvana, o seguidor de uma dessas religiões supera o sofrimento e o ciclo de renascimentos que se perpetuaram pelo samsara. A superioridade da existência vivida no nirvana é de uma magnitude tão elevada, que nenhum tipo de descrição terrena seria capaz de explicar suas características. Sendo um tipo de elevação inimaginável, ela não pode ser equiparada ao alcance da vida eterna, prestigiado em certas religiões.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ateísmo

O ateísmo pode ser observado em suas mais variadas diferenciações
Ao falar sobre o ateísmo, muitos tendem a simplificar tal ideia ao mero conjunto de pessoas que negam a existência de um ou vários deuses. Contudo, o desenrolar dessa questão está cercado de âmbitos mais complexos marcados pela postura e os pressupostos que definem as diferenças entre cada um dos descrentes. Dessa forma, podemos apontar que o ateísmo se desdobra em formas múltiplas de se reconhecer e agir em um mundo desprovido de deuses.
Para alguns ateus, a inexistência das divindades não se limita ao mero espectro de se colocar presença dessas em dúvida. Além de não acreditarem em Deus, muitos ateus defendem que seja possível – por meio de argumentos racionalmente constituídos – comprovar a ideia de que os deuses e sua realidade espiritual não sustentam a criação do mundo em que vivemos. Dessa forma, os integrantes do chamado “ateísmo forte” abraçam o desenvolvimento de um diálogo avesso à existência divina.
Em contrapartida, existem alguns ateus que encaram o ponto da insistência divina como uma opção de âmbito pessoal. Ao invés de se lançarem ao extenso simpósio vinculado ao tema, os representantes do “ateísmo fraco” limitam o abandono às divindades enquanto postura calcada em opções próprias. Sendo assim, estes ateus não se dispõem a participar ativamente do entrave existente entre os partidários da presença de Deus no mundo e os já citados ateus fortes.
Considerados por muitos como um desdobramento do ateísmo fraco, ainda podemos falar sobre a existência dos agnósticos. Os partidários dessa concepção preferem não se comprometer em uma posição rígida sobre o assunto. Para estes, não existem argumentos suficientemente maduros para que a inexistência de Deus seja terminantemente comprovada. Da mesma forma, não se convencem definitivamente que seres espirituais regem o processo existencial mundano.

Ao observar tantas modalidades do pensamento ateu, podemos ver que a questão pode girar em torno das mais variadas nuances. Ser ateu não implica necessariamente em atacar ou desprezar os demais indivíduos que se apegam à presença divina. De tal forma, observamos que assim como as formas de ver a interferência de Deus no mundo variam entre as diferentes religiões, a forma de se encarar a ausência divina também está cercada por um rico corolário de concepções e posturas.

domingo, 13 de julho de 2014

As religiões afro-brasileiras e o sincretismo

A troca entre as crenças foi corrente no desenvolvimento da cultura religiosa brasileira.        Durante o processo de colonização do Brasil, notamos que a utilização dos africanos como mão de obra escrava estabeleceu um amplo leque de novidades em nosso cenário religioso. Ao chegarem aqui, os escravos de várias regiões da África traziam consigo várias crenças que se modificaram no espaço colonial. De forma geral, o contato entre nações africanas diferentes empreendeu a troca e a difusão de um grande número de divindades.
Mediante essa situação, a Igreja Católica se colocava em um delicado dilema ao representar a religião oficial do espaço colonial. Em algumas situações, os clérigos tentavam reprimir as manifestações religiosas dos escravos e lhes impor o paradigma cristão. Em outras situações, preferiam fazer vista grossa aos cantos, batuques, danças e rezas ocorridas nas senzalas. Diversas vezes, os negros organizavam propositalmente suas manifestações em dias-santos ou durante outras festividades católicas.
Do ponto de vista dos representantes da elite colonial, a liberação das crenças religiosas africanas era interpretada positivamente. Ao manterem suas tradições religiosas, muitas nações africanas alimentavam as antigas rivalidades contra outros grupos de negros atingidos pela escravidão. Com a preservação desta hostilidade, a organização de fugas e levantes nas fazendas poderia diminuir sensivelmente.
Aparentemente, a participação dos negros nas manifestações de origem católica poderia representar a conversão religiosa dessas populações e a perda de sua identidade. Contudo, muitos escravos, mesmo se reconhecendo como cristãos, não abandonaram a fé nos orixás, voduns e inquices oriundos de sua terra natal. Ao longo do tempo, a coexistência das crendices abriu campo para que novas experiências religiosas – dotadas de elementos africanos, cristãos e indígenas – fossem estruturadas no Brasil.
            É a partir dessa situação que podemos compreender porque vários santos católicos equivalem a determinadas divindades de origem africana. Além disso, podemos compreender como vários dos deuses africanos percorrem religiões distintas. Na atualidade, não é muito difícil conhecer alguém que professe uma determinada religião, mas que se simpatize ou também frequente outras.
Dessa forma, observamos que o desenvolvimento da cultura religiosa brasileira foi evidentemente marcado por uma série de negociações, trocas e incorporações. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que podemos ver a presença de equivalências e proximidades entre os cultos africanos e as outras religiões estabelecidas no Brasil, também temos uma série de particularidades que definem várias diferenças. Por fim, o sincretismo religioso acabou articulando uma experiência cultural própria.
Não cabe dizer que o contato entre elas acabou designando um processo de aviltamento de religiões que aqui apareceram. Tanto do ponto de vista religioso, quanto em outros aspectos da nossa vida cotidiana, é possível observar que o diálogo entre os saberes abre espaço para diversas inovações. Por esta razão, é impossível acreditar que qualquer religião teria sido injustamente aviltada ou corrompida.

sábado, 12 de julho de 2014

Vaticano reconhece formalmente Associação de Exorcistas Organização fundada nos anos 1990 conta hoje com cerca de 250 sacerdotes

Don Gabriele Amorth, presidente de honra da Associação dos Exorcistas
Don Gabriele Amorth, presidente de honra da Associação dos ExorcistasA Santa Sé reconheceu formalmente a Associação Internacional de Exorcistas, fundada nos anos 1990 e que hoje tem cerca de 250 membros em trinta países. O decreto que confere personalidade jurídica à associação foi assinado no dia 13 de junho, informou o jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano.
           O padre Francesco Bamonte, presidente da associação desde 2012, comemorou o novo status. “É uma fonte de alegria não só para nós, membros, mas para toda a Igreja”. Ele destacou que a tarefa dos sacerdotes é “acompanhar com humildade, fé e caridade” quem precisa de um cuidado espiritual e pastoral específico “no caminho da libertação”.
          Bamonte disse ainda esperar que outros sacerdotes “percebam a existência dessa dramática realidade, que geralmente é ignorada ou subestimada”. “O exorcismo é uma forma de caridade em benefício das pessoas que estão sofrendo, e também é, sem dúvida, uma obra de misericórdia corporal e espiritual”.
L’Osservatore Romano destacou que a ideia de reunir os exorcistas em uma associação surgiu ainda na década de 1980, quando a prática se difundia de forma secreta e muitos fieis recorriam a ela. A proposta de reunir os exorcistas era “trocar experiências e reflexões a fim de oferecer uma ajuda mais prática e eficaz”.
A Igreja Católica considera o exorcismo uma espécie de ciência. O padre que o realiza precisa ter atributos especiais e a autorização expressa do bispo a que responde. Co-fundador da organização, o padre Gabriele Amorth afirma ter realizado 160.000 exorcismos até o ano passado.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Igreja Adventista do Sétimo DiaEm 1863, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi criada por pessoas que, através de estudos da Bíblia, passaram a compreender a palavra de Deus e seus propósitos desligando-se das coisas terrenas. Foram liderados por Ellen Gould Harmon que restaurou a fé de algumas pessoas que se viram frustradas por William Miller. Este pregava a vinda de Cristo e estabelecia a data que isso ocorreria fazendo com que as pessoas tivessem expectativas quanto a este dia que não viram. Eram aproximadamente 100.000 pessoas que se reuniram para aguardar a vinda de Cristo, o que não ocorreu.
Ellen, por sua vez, restaurou a fé dessas pessoas continuando a pregar a volta de Jesus Cristo utilizando a Bíblia para comprovar que não se sabe o dia e a hora de tal fato. Desde então buscam levar a mensagem da vinda de Jesus Cristo para o mundo, atentando as pessoas para que se prontifiquem para este encontro que pode ocorrer a qualquer momento, já que as profecias descritas na Bíblia, que antecederiam a vinda de Cristo, já estão se cumprindo.
Acreditam nas sagradas escrituras inspiradas por Deus;
No Deus Triúno;
Deus Pai como criador de todas as coisas;
Deus Filho encarnado em Jesus Cristo;
Deus Espírito Santo como fonte de inspiração, realização da encarnação e redenção;
A criação do mundo e de tudo o que nele há por meio de Deus;
A natureza humana semelhante à de Deus;
O conflito travado entre Jesus e Satanás;
A trajetória de Jesus Cristo como homem obediente e temente a Deus
Além de outras.
Seguem rigorosamente os ensinamentos bíblicos como guardar o sábado, não ter vícios, não comer algumas espécies de carne, utilizar o batismo como confissão de fé bem como a santa-ceia como símbolo de comunhão entre o homem e Deus e tantas outras

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Muçulmanos convertidos sofrem perseguição no Paquistão

Muçulmanos convertidos sofrem perseguição no Paquistão Diego Ibarra Sanchez/NYTNS
Numa porão úmido nos arredores de Cabul, Josef lia sua surrada Bíblia azul à luz de uma lanterna de propano, como fazia há semanas, desde que fugiu de sua família no Paquistão.
Suas poucas posses estavam ao seu lado, na sala de pedra e terra medindo 3 por 3 metros. Ele mantém uma cruz de madeira com uma passagem do Sermão da Montanha escrito sobre ela, um maço de cigarros e uma fina pasta de plástico contendo registros de sua conversão ao Cristianismo.Os documentos são o motivo pelo qual ele está se escondendo. No papel, a lei afegã protege a liberdade de religião, mas a realidade no Afeganistão (e em outros países muçulmanos) é que renunciar ao Islã é uma ofensa capital.O cunhado de Josef, Ibrahim, chegou recentemente a Cabul, deixando para trás sua família e seus negócios no Paquistão, para caçar e assassinar o apóstata. Por telefone, Ibrahim, que usa apenas um nome, ofereceu US$20 mil a um repórter do New York Times para lhe informar do paradeiro de Josef.— Se eu o encontrar, assim que tiver acabado com ele, vou matar também seu filho, pois seu filho é um bastardo —, declarou Ibrahim, referindo-se ao filho de três anos de Josef. — Ele não tem um pai muçulmano —.Para Josef, de 32 anos, que pediu para ser identificado por seu nome cristão para proteger sua esposa e filho pequeno, o caminho ao Cristianismo foi apenas um segmento de uma jornada muito mais longa – um ano de vagar que o levou pela Turquia, Grécia, Itália e Alemanha, buscando refúgio da violência afegã.Mas em cada parada ele encontrou desgraça. Foi detido na Grécia, deportado da Alemanha e morou nas ruas da Itália até entender que não haveria final feliz na Europa, onde seu pedido de asilo não deu em nada. Ele voluntariamente trocou a Itália pelo Paquistão para ficar com sua esposa e filho, mas essa já não é uma opção.Tampouco se reverter ao Islã. — Eu herdei minha fé, mas vi muitas coisas que me fizeram descartar minhas crenças religiosas—, explicou Josef. — Mesmo se eu for morto, não vou me converter de volta —.Oficialmente, não existem cristãos afegãos. Os poucos afegãos que seguem a fé o fazem escondido por medo de perseguição, frequentando uma de um punhado de igrejas clandestinas que funcionam no país. Expatriados usam capelas de embaixadas, mas essas são efetivamente inacessíveis aos afegãos.Apenas alguns poucos afegãos convertidos surgiram na última década, e o governo lidou com eles de forma rápida e silenciosa: eles são convidados a se retratar, e caso se recusem, são expulsos – geralmente para a Índia, onde uma igreja afegã prospera em Nova Déli.Num país de uma pobreza debilitante, divisões étnicas e décadas de guerras, a piedade islâmica oferece um raro fio de solidariedade nacional a muitos afegãos. Rejeitar o Islã é considerado uma traição.— A identidade religiosa é a única coisa que os afegãos podem reivindicar —, explicou Daud Moradian, professor da American University no Afeganistão. — Eles não possuem uma identidade nacional, eles não possuem uma identidade econômica, e não existe classe média ou classe trabalhadora aqui —.Isso deixa Josef praticamente sem opções de segurança. A polícia não ajudaria em nada: convertidos relatam surras e abuso sexual enquanto estavam presos. Sua família no Afeganistão também é um beco sem saída: seus tios também o estão caçando.Josef contou ter perdido sua fé bem antes de descobrir que poderia substituí-la. A maior parte de seus irmãos emigrou para a Alemanha quando ele era adolescente, mas ele ficou para cuidar de seus pais idosos. Dirigia um táxi durante a noite e estudava medicina, obtendo um diploma da Universidade de Medicina de Cabul.Ele se aguentou durante a guerra civil, o repressivo regime talibã e a invasão do Ocidente, mas um tiroteio sem sentido que viu de perto em 2009, quando um menino de 8 anos morreu nos braços da mãe, finalmente quebrou sua determinação de ficar.Ele emprestou dinheiro de sua família e trabalhou turnos dobrados até conseguir pagar um contrabandista para levá-lo à Europa. Deixou para trás sua mãe, que morreu pouco tempo depois, e sua esposa grávida, que se mudou para o Paquistão para ficar com sua família.Após 15 dias na Alemanha, ele se entregou e pediu asilo, e foi mantido num campo de refugiados onde a monotonia era quebrada por visitas de missionários.— Acho que fiquei impressionado com a personalidade de Jesus —, afirmou ele. — O fato de ele ter vindo para pagar todos os nossos pecados, isso me tocou. Admirei seu caráter e personalidade muito antes de ser batizado —.Quando foi libertado para viver com sua irmã em Kassel, procurou uma igreja em Hanover e se converteu - uma decisão que seus irmãos aceitaram com naturalidade.O alívio teve vida curta; as autoridades alemãs voltaram a prendê-lo e o deportaram para a Itália – porque ele não havia pedido asilo no país da União Europeia onde havia sido inicialmente processado, conforme a lei. Sem família ou amigos na Itália, buscou ajuda de igrejas e instituições de caridade que lhe ofereceram comida, mas não abrigo.Desabrigado, sem dinheiro, deprimido e com a saúde piorando, Josef desistiu e foi morar com sua esposa e a família dela, no norte do Paquistão.Conhecendo os riscos de seu segredo, ele guardou cópias de seus documentos de asilo e lembranças de sua conversão num pen drive que carregava no bolso, encontrando algum conforto em levar esses materiais consigo.Num dia de março, porém, ele deixou o pen drive em casa. Enquanto resolvia algumas coisas, um dos irmãos de sua esposa pegou o dispositivo para salvar um arquivo e descobriu o que havia nele.Quando Josef voltou para casa naquela noite, seus cunhados o agarraram pela garganta e o espancaram. — Nós amarramos suas mãos e pernas e queríamos matá-lo—, contou Ibrahim. —Foi meu pai que interveio, e explicou que queria conversar com a família dele primeiro—.O pai disse que eles pediriam orientação aos tios de Josef, e enquanto isso, ele ficaria trancado num quarto na lateral da casa, amarrado.No meio da noite, Josef conseguiu escapar, esgueirando-se da casa sem um último adeus a sua esposa e filho. Pegou um ônibus noturno até a fronteira com o Afeganistão. No caminho, telefonou para um amigo de infância para pedir ajuda, e então ligou para sua irmã na Alemanha, chorando em seu celular.Na Alemanha, sua irmã (que pediu para não ter o nome divulgado por medo de dar pistas aos perseguidores do irmão) garantiu que, desde então, não teve mais notícias de Josef.Aqui, ajudar um convertido é quase tão desprezível quanto ser um deles, mas seu amigo o ajudou assim mesmo, escondendo-o no porão de uma casa vazia e levando comida uma vez por semana.— Quando estava tudo bem, ele sempre foi generoso comigo —, declarou seu amigo, que falou em condição de anonimato devido ao risco. — Agora ele está em perigo, precisa da minha ajuda, e eu não tenho escolha a não ser ajudá-lo —.Para Josef, que recentemente mudou de esconderijo, o tempo agora passa lentamente, com pouca companhia além de sua Bíblia.— Quando joguei fora minhas convicções, era difícil conversar com as pessoas sobre o assunto—, contou ele, uma brasa vermelha pulsando na ponta de um cigarro. — Era como uma prisão imaginária —. Ele fez uma pausa, a luz de sua lanterna de propano lançando uma longa sombra na parede. — Agora é o contrário— , disse ele por fim. — Meu corpo está na prisão, mas minha alma está livre .

O budismo, o cristianismo, o hinduismo, o islamismo e o judaísmo são as cinco maiores religiões do mundo

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Evangélicos marcham e jejuam pela reforma migratória

Evangélicos marcham e jejuam pela reforma migratória
Apesar do escasso avanço político nos últimos meses, segue adiante o movimento evangélico pró-reforma que beneficiaria a 11 milhões de indocumentados.

O passado 13 de novembro John Boehner, presidente republicano da câmera de representantes, jogou um jarro de água fria à pretensão de chegar a um acordo que desbloqueie no Congresso a reforma migratória neste ano.

Ainda que Boehner tem enfatizado posteriormente que as negociações privadas continuam e poderia se dar o acordo definitivo, os líderes cristãos que encabeçam o movimento pró-reforma mostraram sua decepção.

“Estou muito decepcionado por estes comentários”, dizia Samuel Rodríguez, presidente da Conferência e Líderes Cristãos Hispanos em Norteamérica (NHCLC), “mas ao mesmo tempo estou comprometido agora mais que nunca com esta causa e farei todo o possível para alentar um movimento de ativismo profético que impulsione a nossos líderes a permanecer firmes em aprovar uma reforma migratoria integral”.

Desde o 5 de novembro, Samuel Rodríguez está realizando um jejum de quarenta dias para apoiar a reforma migratória, um jejum ao que se uniram outros líderes e ministérios. Jim Wallis, fundador da revista “Transeúntes” realizou um chamado a orar na contramão da crescente polarização e o partidismo crescente nos Estados Unidos que, em sua opinião, afetam ao desenvolvimento de qualquer iniciativa.”Estamos aqui – disse em um encontro para motivar aos cristãos a comprometer na defesa do imigrante - para orar por um milagre”.

Barbara Williams Skinner, co-presidenta da Rede Nacional Afroamericana Cristã, uniu-se ao jejum. “Estamos jejuando com um espírito de esperança... Sabemos que Martin Luther King Jr., se estivesse aqui hoje, estaria conosco”.
MARCHA NO SEMINÁRIO FULLER

Desde o histórico Seminário Fuller dos Estados Unidos convocou-se na passada segunda-feira uma vigília de oração e uma marcha a favor da reforma migratória.

“Pela primeira vez em seus mais de 60 anos de existência o seminário organizou uma marcha oficialmente apoiada pela administração. Não só isso, senão que nosso novo presidente, Mark Labberton, foi parte finque da atividade”, conta Juan Francisco Martínez em seu blog em Protestante Digital.

Na marcha encontravam-se várias comunidades étnicas representadas no seminário, ao todo uns 250 estudantes, professores e pessoal do seminário que “cantaram, oraram e marcharam juntos”, conta Juan Francisco Martínez.

O seminário também tem admitido que aceita estudantes sem documentação legal. No ato, uma família deu depoimento sobre sua experiência de indocumentação. “Recordou-nos que há milhões de pessoas que precisam que alguém fale a seu favor e que outros estudantes em Fuller seguem estudando sem autorização legal”, explica o professor.

“Seguimos clamando para que Deus toque os corações dos políticos que não fazem por interesses políticos, ainda que muitos declarassem informalmente que sabem que se precisa uma reforma migratória”, finaliza Martínez.

O papa Francisco pediu perdão às vítimas de abuso sexual

O papa Francisco pediu perdão às vítimas de abuso sexual por parte de integrantes do clero, descrevendo os crimes como um "grave pecado". "Perante Deus e seu povo, expresso minha tristeza pelos pecados e graves crimes de abuso sexual cometidos por membros do clero contra vós e humildemente peço-vos perdão", disse o pontífice em missa celebrada nesta segunda-feira que contou com a presença de seis vítimas de abusos.
Francisco também pediu perdão pela "omissão por parte dos chefes da Igretolerância zero contra a pedofilia. "Não há lugar no ministério da Igreja para aqueles que cometem abusos sexuais. Empenho-me a não tolerar o dano cometido a um menor por parte de quem quer que seja, independentemente do seu estado clerical".  O papa afirmou ainda que os bispos deveriam se responsabilizar pela proteção das crianças e disse que os abusos tiveram um "efeito tóxico sobre a fé e a esperança em Deus".
07-Julho-2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Oração Ao Glorioso São Jorge Guerreiro

    u  andarei  vestido  e  armado, com as armas  de  São Jorge. Para  que  meus  inimigos tendo  pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. armas de fogo o  meu corpo não alcançarão, facas  e  lanças  se  quebrem  sem  ao  meu corpo chegar, cordas  e correntes se quebrem sem ao meu corpo,  amarrar.        
    São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor;  abre os meus caminhos.  ajuda-me  a  conseguir  um  bom emprego;   faze com  que   eu  seja  bem  quisto  por  todos:    superiores,  colegas  e subordinados. que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre  presentes  no  meu  coração ,  no  meu lar e  no meu serviço;  vela por mim e pelos meus ,  protegendo-nos sempre ,  abrindo e iluminando os nossos caminhos ,  ajudando-nos também a  transmitirmos  paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. amém.  ( rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.)
 corrente pela paz e prosperidade todo 3º domingo do mês.

Oração da Espada de São Jorge
h! Glorioso Guerreiro São Jorge, eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Vossa Espada de Luta, venha cortar todo mal e principalmente ( faz o pedido ).
Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. Amém.
São Jorge Cavaleiro, guiai-me. São Jorge Guerreiro, defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me.
Todo devoto de São Jorge deve usar a espada sempre que rezar esta oração.
Oração para alcançar um emprego
 
Ó São Jorge, Cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego, faze com que eu seja bem visto por todos; superiores, colegas e subordinados, que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no serviço, vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e Harmonia a todos que nos cercam. Amém.
 
Oração da vela de São Jorge
 
Glorioso São Jorge, pelos vossos merecimentos, pelas vossas virtudes, pela grandiosa Fé em nosso Senhor Jesus Cristo, por Deus, fostes constituído, em protetor de todos que a Ti recorrem, necessitando de vossa proteção, vinde em meu auxilio e levai à presença de Deus o apelo que agora vos faço. (Fazei aqui o pedido) São Jorge, ofereço esta vela e vos peço, Protegei-me, Guardai-me e Guiai-me por todos os Meus caminhos, com felicidade, Paz e Salvamento, para que eu consiga rapidamente através de vossa proteção  a graça que estou suplicando. Amém.

Oração a São Jorge
Ó Deus onipotente, Que nos protegeis Pelos méritos e as bênçãos De São Jorge. Fazei que este grande mártir, Com sua couraça, Sua espada, E seu escudo, Que representam a fé, A esperança, E a inteligência, Ilumine os nossos caminhos... Fortaleça o nosso ânimo... Nas lutas da vida. Dê firmeza à nossa vontade, Contra as tramas do maligno, Para que, Vencendo na terra, Como São Jorge venceu, Possamos triunfar no céu Convosco, E participar Das eternas alegrias. Amém.
 
Oração poderosa da chave de São Jorge
 
            Com esta chave abençoada eu peço a Deus pela intercessão de São Jorge, que me conceda a graça de abrir: meu coração para o bem; meus caminhos para os bons negócios; as portas da prosperidade, da caridade e da paz para eu viver sempre feliz.
            Com esta chave, em nome de Deus, eu fecho: o meu corpo contra as maldades deste mundo; contra as perseguições e espíritos malignos. Que meu anjo da guarda sempre me ilumine e me guarde. Com o poder da fé, misericórdia de Deus e a ajuda de São Jorge, Amém.
 
Orações do Manto de São Jorge
 
São Jorge, guerreiro vencedor do dragão, Rogai por nós.
São Jorge, militar valoroso, que com a vossa lança abatestes e vencestes o dragão feroz, vinde em meu auxílio, nas tentações do demônio, nos perigos, nas dificuldades, nas aflições. Cobri-me com o vosso manto, ocultando-me dos meus inimigos, dos meus perseguidores. Protegido por vosso Manto, andarei por todos os caminhos, viajarei por todos os mares, de noite e de dia, e os meus inimigos não me verão, não me ouviram, não me acompanharão. Sob a vossa proteção, não cairei, não derramarei o meu sangue, não me perderei. Assim como o Salvador esteve nove meses no seio de Nossa Senhora, assim eu estarei bem guardado e protegido, sob o vosso manto, tendo sempre São Jorge a minha frente armado de sua lança e do seu escudo. Amém.
 
Oração de São Jorge
 
Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido) Dai-me coragem e esperança fortalecei minha e auxiliai-me nesta necessidade.  Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!
São Jorge rogai por nós!

domingo, 1 de junho de 2014

O Papa Francisco - Fala Aos Carismaticos Durante a Festa de 37 Anos do Movimento

Trata-se da primeira vez que um pontífice assiste à cúpula anual do movimento que habitualmente acontece em Rimini, no norte da Itália.   
         Papa Francisco acena ao deixar a Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano
          Roma - O papa Francisco pediu nesta domingo aos integrantes da Renovação Carismática Católica (RCC) que sejam adoradores de Deus, mas não seus 'controladores', durante a da festa de 37 anos do movimento na Itália, realizado no Estádio Olímpico de Roma
Cuidado para não perder a liberdade que o Espírito Santo nos doou. O perigo para a Renovação é a da excessiva organização. Sim, ela é necessária. Mas não percam a graça de deixar Deus ser Deus. Não há graça maior que deixar-se guiar pelo Espírito Santo', advertiu.
Trata-se da primeira vez que um pontífice assiste à cúpula anual do movimento que habitualmente acontece em Rimini, no norte da Itália, mas que desta vez foi transferida para Roma para poder contar com a presença de Francisco.
          O papa chegou ao estádio às 16h50 (horário local) (11h50, em Brasília), e foi recebido com o hino 'Hosana' por mais d 50 mil pessoas, segundo os organizadores.
Durante o ato, que durou uma hora, o papa reconheceu que, inicialmente, não era simpático a RCC, mas que, ao conhecer a atividade, se deu conta de que 'amavam a Igreja'.
O discurso do pontífice foi marcado por conselhos e recomendações constantes ao grupo.
'Espero de vocês uma evangelização com a palavra de Deus que anuncia que Jesus está vivo e ama todos os homens', disse.
        Desde o começo do dia, o público esperava a chegada do bispo de Roma, intercalando rezas, canções e danças. Entre hoje e amanhã, o movimento celebra o que classifica de cúpula para a reflexão da renovação da Igreja.
'É uma emoção incrível. Estamos esperando que o papa se encontre com a Renovação já tem 47 anos', afirmou à Agência Efe uma das fiéis presentes no ato.
A RCC é um movimento da Igreja Católica que nasceu em um retiro de 30 estudantes e vários professores da Universidade de Duquesne, na Pensilvânia (Estados Unidos), em 1967, e se propagou com rapidez pelo país e pela América Latina.