quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Livro dos Reis - Um Povo Duas Nações

 

         O livro dos Reis
 
 
 
Na Bíblia hebraica, tal qual os livros de I e II Samuel, os livros de Reis formam um único volume e se encontram na seção chamada “Profetas Menores” junto com Josué, Juízes e Samuel.
O livro de Reis focaliza as bênçãos e maldições da aliança com Javé registrando os fatos desde a morte de Davi, o trono herdado por Salomão até o esfacelamento dos reinos do Norte e do Sul, isto é, Israel e Judá respectivamente.

A divisão entre os livros de Samuel e Reis não é clara e a divisão ocorreu na tradução do Antigo Testamento em grego (Septuaginta) para que os registros não ficassem tão grandes.
Em Reis fica evidente a apostasia do povo hebreu com o consequente julgamento de Javé.
O livro dos Reis registra a história política de Israel no período da monarquia unida (que começa em torno de 970 a.C.), atravessa a deportação do Reino do Norte, Israel, pela Assíria em 722 a.C., até o exílio para a Babilônia em 586 a.C.
Na história do reino dividido o Reino do Norte, Israel, era politicamente mais instável que o Reino do Sul, Judá. Alguns fatores comprovam isso:
  • Duração mais curta que o Reino do Sul, apenas 209 anos.
  • A violência sempre precedeu a sucessão real.
  • Todos os dezenove reis são considerados maus pelo autor de Reis, pois são acusados de prestarem culto ao bezerro de ouro de Jeroboão.
  • A duração média de um reinado era de 10 anos
  • Nove famílias diferentes reivindicaram o trono de Israel
O Reino do Sul, Judá, ainda sobreviveu por mais um século e meio, chegando a 345 anos de existência, e abaixo estão relacionadas suas principais características:
  • A média de duração do governo de um rei foi de dezessete anos.
  • A família de Davi foi a única a reivindicar o trono de Jerusalém, gerando estabilidade política.
  • O reinado da rainha Atalia (2 Reis 11) foi a única interrupção da sucessão davídica no trono de Judá.
  • Dos dezenove reis de Judá, oito são classificados como bons pelo autor de Reis.
Dois fatos históricos importantes estão registrados no livro dos Reis:
  • Nomeação por Nabucodonosor de Gedalias para o governo de Judá (596 a.C.), e seu assassinato (582 a.C.) – 2 Rs. 25:22-26
  • Libertação do rei Joaquim da Babilônia após a morte de Nabucodonosor (562 a.C. ou 561 a.C.) – 2 Rs. 25:27-30
Em relação à autoria do livro dos Reis, a tradição hebraica atribui ao profeta Jeremias devido às semelhanças entre os relatos de 2 Reis 24 e 25 e Jeremias 52. Além disso, o livro de Reis dá bastante destaque ao papel dos profetas no Antigo Testamento, contudo, analisando-se o propósito, contexto e conteúdo teológico não há evidência suficiente para comprovar esta tese.
Para a produção da história da aliança no livro dos Reis, o autor utilizou ao menos 3 fontes primárias que estão citadas por todo o livro:
  • Registros históricos de Salomão (1 Rs. 11:41)
  • Registros históricos dos reis de Israel (1 Rs. 14:19)
  • Registros históricos dos reis de Judá (1 Rs. 15:23)
Estes documentos provavelmente fazem parte do acervo produzido pelos escribas reais conforme descritos em 2 Sm. 8:16; 20:24-25.
Alguns eruditos ainda acreditam que haja outras fontes para a compilação do livro dos Reis, tais como:
  • As histórias da sucessão de Davi (2 Sm. 9 a 20)
  • A dinastia de Acabe (1 Rs. 16 a 2 Rs. 2)
  • O desenvolvimento profético na era Elias-Eliseu (1 Rs. 17 – 19:21 e 2 Rs. 1 a 13)
  • O profeta Isaías (Isaías 36 a 39 é praticamente idêntico a 2 Rs. 18:13 a 20:19)
  • Os profetas considerados “não literários” (Ex: Aías 1 Rs. 11:29-33; 14:1-16 e Micaías 1 Rs. 22:13-28)
Dadas as evidências histórico-sociais não é errado supor que o livro de Reis tenha sido produzido por volta de 550 a.C. Não é possível ter certeza de que o autor tenha sido algum profeta, mas podemos aferir que ele tinha um amplo conhecimento sobre o teor da aliança entre Javé e Israel, e suas consequências na história.
Estrutura de Reis
O livro de Reis está organizado da seguinte maneira:
  • Rei Salomão (1 Reis 1 – 11)
  • Rei Roboão (1 Reis 12:1-22)
  • Reis de Israel e Judá de 931 a.C. a 853 a.C. (1 Reis 12:22 – 16:34)
    • Jeroboão I, Roboão, Abias, Asa, Nadabe, Baasa, Elá, Zinri, Onri, Acabe
  • Elias e Eliseu (1 Reis 17:1 – 2 Reis 8:15)
    • Rei Josafá, rei Acazias, rei Jorão
  • Reis de Israel e Judá de 852 a.C. a 722 a.C. (2 Reis 8:16 – 2 Reis 17:41)
    • Jeorão, Acazias, Jeú, Atalia e Joás, Jeoacaz, Jeoás, Amazias, Jeroboão II, Azarias, Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías, Pecal, Jotão, Acaz, Oséias
  • Queda de Samaria (Israel) – 2 Reis 17:4-41
  • Reino de Judá de 729 a.C. a 586 a.C. (2 Reis 18:1 – 24:17)
    • Ezequias (Assíria contra Judá), Manassés, Amon, Josias, Jeocaz, Jeoaquim (Primeira invasão babilônica), Joaquim (Segunda invasão babilônica)
  • Queda de Jerusalém (Judá) – 2 Reis 25:1-21
  • Governador Gedalias (2 Reis 25:22-26)
  • Joaquim no exílio
As narrativas do livro de Reis abrangem o período da ascensão de Salomão ao trono até a queda de Jerusalém em 586 a.C. Estes fatos estão organizados de forma cronológica de acordo com o interesse do autor em mostrar o que ocorrera devido à desobediência do povo hebreu à aliança com Javé.
Os assuntos, organizados de acordo com a seleção do autor, envolvem:
  • A sabedoria de Salomão (1 Reis 3) e um resumo do seu governo (1 Reis 4)
  • As obras de Salomão antes do Templo de Jerusalém (1 Reis 5:1 – 1 Reis 7:12)
  • Alguns eventos do reinado de Jeroboão I e Ezequias (1 Reis 13; 14:1-20 / 2 Reis 18:7 a 2 Reis 19:37 e 2 Reis 20)
  • Resumo das atividades proféticas de Elias e Eliseu
             Estas narrativas são contadas simultaneamente de forma intercalada entre os reis do Norte (Israel) e do Sul (Judá). As histórias dos reis são interrompidas apenas pelos relatos dos profetas Elias (reis Onri e Acabe) e Eliseu (rei Jorão).
As narrativas de Elias e Eliseu não são importantes somente como um registro do profetismo israelita não-literário, mas também como um testemunho da fidelidade de Javé para com Israel, mesmo após a adoração a baal ser instituída como religião oficial do Reino do Norte (Israel) pelo rei Acabe, quando se casou com a princesa fenícia Jezabel (1 Reis 21:25-26).
A tabela abaixo representa o drama religioso vivido nessa época em Israel.
Baal (deus cananeu da tempestade)Javé (Deus de Elias e Eliseu)
Baal, deus da tempestade, controla a chuvaElias anuncia o período de seca (1 Rs. 17:1)
Baal garante a fertilidade nas colheitasIsrael padece fome e seca, mas Elias e Eliseu distribuem trigo e azeite de forma milagrosa (2 Rs. 4:1-7; 42-44)
Baal controla os relâmpagos e o fogoElias pede fogo do céu em nome de Javé (1 Rs. 18:38; 2 Rs. 1:10-12; 2:11).
Baal controla a vida e a morteElias e Eliseu curam doentes e ressucitam mortos em nome de Javé (1 Rs. 17:7-24; 2 Rs. 4:8-37; 5:1-20)
Andrew Hill & J. H. Walton, Panorama do Antigo Testamento. São Paulo: Vida, 2007.
A narrativa da monarquia de Judá segue o seguinte padrão de estrutura:
  1. Apresentação do rei pelo nome, nome do pai e em que momento ocorreu sua ascensão em relação ao reinado correspondente em Israel (Reino do Norte).
  2. Dados biográficos tais como: idade do rei, duração do seu reinado, avaliação do seu reinado em termos morais e espirituais. Outras informações como o nome da rainha-mãe e Jerusalém como capital do reino são citadas.
  3. Apresentação de fontes adicionais do seu reinado e informações sobre sua morte e sepultamento.
O relato da monarquia israelita seguia o mesmo padrão, exceto pela omissão da capital, Samaria, e do nome da rainha-mãe.
Propósito e conteúdo
O livro de Reis trata basicamente sobre os seguintes assuntos:
  • A avaliação dos reis – mal como Jeroboão e bom como Davi
  • As bênçãos no arrependimento e restauração e as maldições no julgamento e exílio
  • O profetismo como voz de Deus para o rei
  • A adoração de Javé X a adoração de baal
              O livro dos Reis narram o desenvolvimento da história do povo hebreu no período monárquico unido e posteriormente dividido. Este desenvolvimento é narrado sob a ótica da obediência e desobediência em relação à aliança de Javé com o povo hebreu.
Os personagens principais são os reis e os profetas, que eram os responsáveis pelo cumprimento da aliança por parte do povo. O rei era o representante do povo diante de Deus, e o profeta servia como consciência divina para esse rei. O rei, quando falhava no cumprimento da aliança, gerava tipicamente dois problemas: idolatria e injustiça social. A consequência deste ato de rebelião à aliança incluía a opressão por povos vizinhos, a queda da família real e, pro fim, o exílio, a perda da terra da promessa.
O propósito literário do livro de Reis é autenticar a dinastia dravídica como a herdeira oficial do trono de Jerusalém, conforme profecia de Natã a Davi em 2 Samuel 7:12. O registro de Reis é feito de forma complementar ao livro de Samuel, que mostra a soberania de Deus na história da aliança mesmo em face do livre arbítrio do ser humano com suas responsabilidades e autonomia.
Avaliação de Salomão
O livro de Reis fornece um relato favorável a cerca de Salomão e seus primeiros anos de reinado:
  • Foi amado de Javé – Siginificado de Jedidias em 2 Sm. 12:24-25
  • Dom da sabedoria – 1 Rs. 3
  • Inaugurou a era de ouro de Israel com prosperidade e glória sem precedentes em Israel – 1 Rs. 10:14-29
  • Construtor reconhecido internacionalmente – 1 Rs. 6:1 – 7:12
  • Amante das artes e ciências – 1 Rs. 4:29-34
Entretanto, em seus últimos anos de reinado houve grande declínio político, religioso e moral, pois deixou-se seduzir por suas centenas de mulheres estrangeiras e pelo materialismo (1 Rs. 11:1-3).
O autor de Reis atribui à idolatria de Salomão a divisão de Israel em dois reinos: Norte (Israel) e Sul (Judá), conforme 1 Rs. 11:31-35. Contudo, a derrocada do Império deveu-se aos anos de má administração do Estado pelo rei. Confira na tabela abaixo algumas dessas práticas que levaram à falência a nação de Israel:
EventoReferência
1. Aliança política com nações pagãs por meio do casamento1 Rs. 3:1-2
2. Sincretismo religioso para agradar os novos parceiros político-econômicos1 Rs. 11:1-8
3. Reorganização tribal, desconsiderando o pacto de divisão das terras em Números, para obter vantagem econômica1 Rs. 4:7-19
4. Aumento da burocracia do Estado1 Rs. 4:22-28
5. Obras monumentais que exigiam trabalhos escravo estrangeiro e hebreu1 Rs. 5:13-18; 9:15-22; 12:9-11
6. Aceitação das ideias políticas pagãs em consequência do comércio internacional1 Rs. 9:26-28; 10:22-29 v. 11:1-11
7. Rebeliões sucessivas minaram a força do poder militar de Salomão. Perda de receia das nações estrangeiras1 Rs. 11:9-25
 
Estes eventos trouxeram à tona as antigas desavenças tribais, quando Roboão assume o trono de Jerusalém (1 Rs. 12:16).
Profecia não-literária e literária
Durante o desenvolvimento da história de Israel houve intensa atividade profética que pode ser dividida da seguinte forma:
  • Período profético não-escrito, ou pré-clássico
  • Período profético escrito, ou clássico
              No movimento pré-clássico a tendência é descrever a atividade dos profetas por meio de milagres em forma de narrativas históricas, isto é, eles também são personagens dos relatos em Reis. Seu campo de atividade se restringia basicamente à família real.
O movimento clássico, ou literário, ações simbólicas são escritas em forma de oráculos ao invés de milagres. A mensagem dos profetas literários (p. ex: Amós, Isaías, Oséias) atingiam os líderes políticos e religiosos, a população, bem como outras nações.
Dinastia monárquica e liderança carismática
O sistema de governo do Reino de Judá é considerado uma monarquia dinástica, ou seja, o trono passa de pai para filho. No caso de Judá, esta dinastia era divinamente estabelecida (2 Sm. 7).
No Reino do Norte, Israel, ao contrário de Judá, a sucessão ao trono não era realizada de maneira hereditária, mas o modelo de sucessão seguia o padrão carismático, semelhante ao período dos juízes, quando Javé escolhia um líder dentre o povo e capacitava-o com o Espírito Santo. Esta capacitação temporária se manifestava externamente de diversas maneiras e tinha o objetivo de inspirar o povo hebreu a viver o padrão de santidade de Javé, o soberano absoluto de Israel.
Ao contrário de Judá, a sucessão dinástica, ou de pai para filho, em Israel estava condicionada à obediência do rei aos mandamentos de Javé (1 Rs. 11:37-38). Esta condição não foi respeitada pelos reis do reino do Norte, então houve o anúncio da tragédia que se abateria sobre Israel (1 Rs. 14:10-11).
Após a derrocada do rei desobediente, havia a ordem para o rei seguinte executar o anterior. Este procedimento, muitas vezes, terminava em um golpe político de caráter violento (1 Rs. 16:3-4; 11-12).
O bezerro de ouro
O bezerro era tido no Egito como símbolo da fertilidade, e era mais conhecido como Boi Ápis, o mesmo que Israel construiu no deserto (Ex. 32). Ápis era adorado no Egito como símbolo da fertilidade e vida. Provavelmente Jeroboão recolocou Ápis como símbolo religioso de Israel por causa da influência que recebeu durante seu exílio no Egito, onde permaneceu até a morte de Salomão (1 Rs. 11:40).
Quando Jeroboão retornou a Israel, misturou práticas religiosas dos cananeus no culto ao Boi Ápis. Este procedimento de Jeroboão foi premeditado para conquistar a lealdade dos israelitas e impedi-los de ir às festas religiosas em Jerusalém, que estava sob o controle do Reino do Sul, Judá.
Isto gerou uma prática e ideologia bem diferente da adoração a Javé, e serviu apenas para Jeroboão consolidar seu poder no Reino do Norte. Mais tarde o profeta Oséias referiu-se às estas estátuas como ídolos, não Deus (Os. 8:4-5), que estavam também relacionadas aos rituais de fertilidade de baal (Os. 10:5; 11:1-2; 13:1-2).
Esta atitude não apenas tirou a dinastia de Jeroboão do trono, como acabou com o Reino do Norte, sendo consumido por Javé em sua ira (2 Rs. 17:18).

 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os Etiópes, Suas História e Crenças nos quatro cantos da Etiópia

Os Falashas
 
Era Reino de Salomão em Israel, pouco se sabia sobre um reino longínquo, o reino da Rainha Makeda(Rainha de Sabá).Mas no reino de Makeda muito já se ouvira falar sobre a sabedoria do Grande Rei Salomão. Um dia, a Rainha decide visitar Salomão. Ela parte de onde hoje é a Etiópia e vai à Israel.
Quando ela chega, ela já se espanta com a riqueza, principalmente das pessoas que a receberam, logo a levaram à Rei Salomão.
Os dois se encontraram e a Rainha fez muitos testes para testar a inteligência de Salomão, ele passou, genialmente, em todos. Salomão disse que se ela se apoderasse de alguma coisa que
pertencia a Salomão, ela teria que dormir com ele (espertinho não?). De noite, ela bebeu um copo de água que estava na mesa, Salomão disse que aquele copo era dele. Logo ela teve que dormir com o Sábio rei. Os dois eram firmemente apaixonados, e ele teve um filho, ele também pregou a crença dos judeus à ela, e ela levou a Etiópia. Esse filho foi Menelik I.

O encontro de Makeda com Salomão
Já na Etiópia, Menelik I era pequeno e não conhecia seu pai. Ele não gostava disso, logo ele foi viajar para Israel.
Quando ele c
hegou, todos o confundiram com o Rei Salomão( tendo em vista que Menelik era negro), assim eles o conduziram ao palácio. O pai se alegrou muito a ver o filho crescido e tão parecido com ele, Salomão não queria que o filho partisse, mas, como isso seria necessário, Salomão enviou com Menelik vários judeus e uma cópia da Arca da Aliança.
Mas ocorreu uma surpresa, Zadoc(sumo-sacerdote) trocou a réplica da arca pela original. Quando Rainha de Sebá morreu, Menelik assumiu.Desde esses tempos (cerca de 900 A.C) a Etiópia conserva a religião judaica.
A Arca se encontra ainda na Etiópia, numa pequena capela na Igreja de Santa Maria de Sião.
 
 
 
Os padres de Axum afirmam que a relíquia judaica está bem guardada em uma capela situada ao lado da igreja de Santa Maria de Zion, em Axum, oculta aos olhos profanos por sete cortinas vermelhas. Somente um sacerdote - o Guardião da Arca - tem acesso ao local. Sua figura é notável: com cabelos grisalhos, a cruz da cristandade ortodoxa no peito, ele vive permanentemente na capela e é proibido de falar com estranhos, especialmente estrangeiros.

O diácono na Igreja de Santa Maria, Amha Taklamaryam, 20 anos em 2005, tem sido assistente do sacerdote da Arca desde os 10. Amha não tem permissão para ver o objeto e explica: "Só o Guardião tem permissão para ver a Arca. Se outra pessoa ousar fazer isso, ficará cego e sofrerá de terríveis moléstias. As pessoas têm dúvidas mas, sem dúvida, a Arca está aqui. Eu acredito nisso como todos acreditam, como meus pais me ensinaram".
Castelo de um anitgo imperador etíope
A hipótese da Arca da Aliança estar na Etiópia tem origem no texto do Kebra Negast ou Livro da Glória dos Reis que trata das dinastias etíopes em tempos remotos, antes de Cristo. Nestas crônicas épicas, consta que a partir do reinado da rainha Sheba ou, Rainha de Sabá, todos reis etíopes, até os contemporâneos, foram descendentes do judeu e bíblico Salomão; a rainha teria tido um filho com o monarca, Menelik I, que visitou seu pai em Jerusalém. Salomão teria confiado a Arca a Menelik, que levou-a para a Etiópia, mais precisamente para Axum, capital do reino naquela época.

Estudiosos como Graham Hancock, um especialista em desvendar mistérios antigos, examina a questão em seu livro The Sign and the Seal - O Signo e o Sinete, onde procurar explicar os séculos historicamente perdidos entre o suposto translado da Arca, por Menelik e o aparecimento da civilização de Axum. Hancock acha que a Arca da Aliança pode mesmo estar na Etiópia porém, não em Axum, mas em uma ilha do Lago Tana (Lake Tana), na nascente do Nilo Azul.

A dinastia salômonica se permaneceu no poder, sem maiores interrupções, até 1974, com a deposição do último Imperador Etíope, Sua Majestade Imperial Imperador Haile Selassie I.Mas o país já era Cristão, pois já havia se convertido em 300 D.C (o primeiro etíope cristão foi logo após a Ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo).
 

domingo, 17 de agosto de 2014

REALIDADE OU CRÔNICAS DE UM OBSCURO LIMBO

"No passado, aqueles que loucamente procuraram o poder cavalgando no lombo de um tigre acabaram dentro dele"
(John F. Kennedy - ex-Presidente dos EUA)
 


A luta dos homens e dos Anjos Celestes contra os dragões e as serpentes do mal, sempre estiveram presentes nas tradições históricas e religiosas de todos os povos do mundo. Reminiscências há muito esquecidas de antigos dramas que se desenrolaram sobre a face da Terra, tendo como troféu o nosso planeta e a sua humanidade. 
 
 
 
Nesse sentido, as imagens clássicas são bastante expressivas. Os anjos decaídos e a maldição das serpentes das tradições religiosas não são uma simples lenda! 
 
 
E mesmo através de toda a História conhecida, as cena se repetem: o homem sempre assolado e dominado pelas serpentes!
 
As antigas civilizações que nos precederam falavam de seres chegados do céu, entidades meio humanas, meio serpentes, consideradas como "deuses" diante da sua avançada tecnologia, as quais as tornaram escravas, delas se servindo para os mais cruéis objetivos, dentre os quais a escravidão, o domínio e também os cruzamentos genéticos forçados, levando pouco a pouco esses seres a se tornarem réplicas humanas de modo a consolidarem o seu domínio sobre a Terra. 
 
 
E essa dominação tão antiga continua até os dias de hoje. As marcas da serpente espalham-se pela face da Terra, revivendo uma antiga maldição! 
 
 
 
Nesse sentido, esse muito recente Crop surgido na Inglaterra está repleto de um estranho simbolismo planetário, envolvido sob a forma de uma colossal serpente.... 
 

.... Onde culmina com a língua sinistra do réptil completando uma mensagem incompreensível para a humanidade. O simbolismo planetário indica, todavia, uma coisa bastante clara e que, por sinal, coincide com todas as antigas tradições: - AS "SERPENTES" CHEGAM DO CÉU! E segundo essas tradições, elas chegam em determinados períodos do tempo terrestre, sempre que o seu mundo, através de uma rota essencialmente elíptica e bem definida, cruza o nosso Sistema Solar. 
 
 
 
E hoje tem mesmo alguma cosia desconhecida no céu, e ela está sendo registrada em várias partes do mundo! O problema é que essa coisa vibra num espectro quase invisível, no âmbito das radiações infravermelhas, pois seria um corpo celeste intruso e obscuro. A sensibilidade das lentes conseguiria captá-lo, uma vez que a luz e as radiações do Sol, incidindo sobre ele, geram um reflexo.... 
 

 


sábado, 16 de agosto de 2014

Multidão Sauda o Papa Francisco em visita à Coreia do Sul

Pontífice participou de cerimônia de beatificação de 124 coreanos.
Centenas de milhares acompanharam trajeto até igreja do século 18


Centenas de milhares de pessoas acompanharam nas ruas de Seul, na Coreia do Sul, a passagem do Papa Francisco, que faz sua primeira visita à Ásia. Ele chegou na quinta-feira (15)  ao país, onde fica durante cinco dias, participando inclusive da cerimônia de beatificação de 124 católicos coreanos.

No sábado (horário local), o pontífice percorreu as ruas que levam ao portão de Gwanghwamun, igreja fundada no século 18. Diferente do que aconteceu na maioria dos países da região, a igreja foi construída não por missionários ou padres que chegaram ao local para converter a população, mas por membros da classe nobre sul coreana, que se converteram por conta própria.

A caminho de Seul, o Papa sobrevoou a China, que pela primeira vez autorizou um líder da Igreja Católica a sobrevoar seu espaço aéreo, e enviou uma mensagem às autoridades chinesas. Esta é ainda a primeira vez em 25 anos que um pontífice visita a Coreia do Sul

domingo, 10 de agosto de 2014

O Templo de Salomão

 
           Erguido em uma área de 35 mil metros quadrados, equivalentes a cinco campos de futebol,O Templo de Salomão, maior igreja evangélica do Brasil.Erguido em uma área de 35 mil metros quadrados, equivalentes a cinco campos de futebol, ele custou R$ 685 milhões à Igreja Universal.







Estrutura abriga bispos e pastores itinerantes e é comum em construções da Igreja Universal do Reino de Deus

Inaugurado oficialmente há uma semana, o Templo de Salomão, no Brás, abriga mais que as 10 mil cadeiras de alto padrão importadas da Espanha. Acima da nave mãe, a construção de 100 mil metros quadrados de área construída reserva também espaço para 50 apartamentos pastorais.
Com metragens variadas, eles buscam atender a bispos e pastores em visita missionária e também ao corpo eclesiástico que atua no Templo. O número de quartos de cada apartamento também é diversificado, a fim de atender famílias maiores e menores, de acordo com o número de filhos do membro da Igreja Universal. 
Segundo a Igreja Universal, todos os apartamentos são "imóveis modestos" e "o padrão de acabamento utilizado é único entre eles".
"Os pastores e bispos da Universal se dedicam incansavelmente sete dias na semana ao trabalho da igreja. Esta dedicação é demonstrada ainda mais pelo fato de que os mesmos residem em apartamentos dentro da própria igreja, sempre que possível. O Templo de Salomão não é diferente", afirma, por meio de nota, Renato Parente, jornalista responsável pela comunicação da Igreja Universal.

sábado, 9 de agosto de 2014

." Budistas têm se reunido a fim de resgatar pequenos camarões pela "libertação de vidas"

Tibetanos trabalham intensamente para salvar crustáceo minúsculoTibetanos trabalham intensamente para salvar crustáceo minúsculo Gilles Sabrie/NYTNS"A Ideologia, a crença e Valorização da Vida, por menor que ela seja "

             Com um conjunto de hashis nas mãos e uma oração tibetana nos lábios, Gelazomo, pastora de iaques de 32 anos, inclinou-se sobre a margem rochosa do rio que atravessa a cidade e procurou pelos animaizinhos que ela acreditava que trariam salvação.
De tempos em tempos, ela removia um pequeno camarão que havia ficado preso na lama, e então o jogava dentro de um balde com água. Ao lado dela, dezenas de outros tibetanos labutavam sob o sol do meio dia, entre eles criancinhas e idosos que, de longe, pareciam estar garimpando ouro.
— Buda nos ensinou que tratar o próximo com amor e compaixão é a coisa certa a fazer, não importa o quão pequena seja essa vida — ela explicou, enquanto os crustáceos recém-salvos se lançavam do seu balde para a água.
         Os budistas são incentivados a demonstrar reverência a todos os seres sencientes; alguns adeptos rejeitam a carne, enquanto outros compram animais destinados à morte e os libertam. Aqui em Yushu, cidade de maioria tibetana, onde mais de 3 mil pessoas morreram em um terremoto há quatro anos, os devotos têm se reunido no Rio Batang a fim de resgatar o minúsculo crustáceo que dificilmente mereceria tamanha atenção.
         Os monges budistas afirmam que o interesse crescente na "libertação de vidas" ou "soltura de misericórdia", como às vezes é chamada, é parte de um aumento da devoção religiosa após o terremoto que destruiu boa parte de Yushu. As doações aos monastérios da região aumentaram, segundo eles, assim como os atos comuns de gentileza entre os desconhecidos nessa cidade de 120 mil habitantes, situada a aproximadamente 2092 quilômetros a nordeste de Hong Kong.
— Não salvo essas vidas apenas para mim e para a minha família, mas também para todas as pessoas que morreram no terremoto — disse Gelazomo, que como muitas tibetanas é chamada apenas pelo primeiro nome. Trabalhando com seu bebê amarrado nas costas, ela disse que a perda e o trauma vivenciados por tantas pessoas em Yushu haviam fortalecido o comprometimento com os ensinamentos budistas que enfatizam o respeito por todos os seres vivos.
        Vários outros disseram que os pequenos seres poderiam muito bem ser a alma reencarnada de parentes ou de amigos que pereceram no terremoto.
O nômade Chenrup, de 67 anos, contou que a possibilidade de renascer como uma mosca ou como um cachorro não poderia ser descartada.
— Temos os mesmo sentimentos pelos peixes. É nosso dever libertá-los da dor e do sofrimento — disse Chenrup, vegetariano que passa oito horas por dia escavando a lama.
Desde cedo até o pôr do sol, os salvadores de almas trabalham para extrair criaturas que ficaram presas quando o rio, que é alimentado pelas montanhas cobertas de neve, baixa no verão. Os camarões, mais ou menos do tamanho de uma unha, são difíceis de ver na lama ressecada pelo sol e só são avistados quando se contorcem levemente. Após serem coletados em baldes ou em copos descartáveis, são devolvidos rio.
Das milhares de bandeiras de preces multicoloridas que tremulam pelas montanhas áridas até os monastérios vistos nos vales mais remotos, a devoção religiosa engloba todos os aspectos da vida no Planalto Tibetano. Embora muitas pessoas aqui consumam carne, – e a pecuária sustente a maioria das famílias rurais – não é incomum ver iaques ou cabras enfeitadas com pedaços de fios coloridos, um sinal de que suas vidas foram poupadas. Em todo o Planalto, a prática da libertação sustenta uma mini-indústria em crescimento. Desde 2008, o Monastério Kilung na província de Sichuan salvou centenas de iaques, ovelhas e cabras através de um programa financiado, em grande parte, pelos devotos no exterior. Por 1000 dólares um iaque e 100 dólares uma cabra, os participantes conseguem comprar um animal a caminho do matadouro. Uma família nômade também irá separar um animal do rebanho e o dedicará ao fornecimento de lã (US$ 165) ou de leite (US$ 35). O monastério aceita pagamentos online, inclusive com Visa e MasterCard.
Os monges locais reconhecem que o costume tem um impacto insignificante no número de animais destinados ao abate, mas afirmam que isso serve para lembrar as pessoas sobre a santidade da vida e também pode produzir benefícios concretos para os seguidores. Em um ensaio escrito para seus seguidores, Chatral Rinpoche, personalidade religiosa do Tibete, com 101 anos de idade, e que dizem ter resgatado mais de um milhão de animais em sua vida, declarou que a libertação de misericórdia podia trazer melhores safras e vidas mais saudáveis e mais longas aos adeptos.
"Não existe crime maior que tirar uma vida, e nenhuma virtude traz maior mérito que o ato de salvar seres e resgatar as suas vidas. Portanto, caso deseje a felicidade e o bem-estar, siga esse que é o mais supremo dos caminhos", ele escreveu em um ensaio de ampla circulação.
Na medida em que números cada vez maiores de chineses redescobrem o budismo, após décadas de ateísmo imposto pelo estado, a libertação dos animais virou uma maneira popular de expressar a devoção religiosa, especialmente entre os moradores da classe média da cidade, que compram tartarugas ou peixes dos mercados e os libertam em parques ou nos lagos dos templos.
O costume, no entanto, tem seus opositores, que afirmam que libertar criaturas tropicais em climas do norte produz um tipo diferente de morte cruel – através das temperaturas congelantes do inverno. Em toda a Ásia, especialmente nas cidades com grandes comunidades, os pássaros presos são soltos fora dos templos; uma vez soltos, eles às vezes são capturados novamente e revendidos, porém, mais frequentemente, não conseguem se defender sozinhos e morrem.
           O costume, segundo os ambientalistas, também leva à introdução de espécies invasoras, com consequências potencialmente destrutivas. Nos Estados Unidos, o peixe cabeça-de-cobra, um predador voraz da China que acredita-se tenha sido solto durante as cerimônias de libertação de misericórdia, foi encontrado desde as águas do Rio Potomac até o Lago Michigan, assustando os pescadores de robalo e os biólogos que se preocupam com o potencial do cabeça-de-cobra de consumir e eliminar as espécies nativas.
         Em Yushu, que também é conhecida por seu nome tibetano Jiegu, as montanhas e rios são tidos como locais sagrados e os tibetanos comuns demonstram uma profunda apreciação pela paisagem ecologicamente frágil que os sustentam.
Nos últimos anos, os manifestantes tentaram bloquear as operações da mineração clandestina, provocando conflitos violentos dentro da Reserva Natural Fonte dos Três Rios, uma área de proteção ambiental perto de Yushu que contém as nascentes dos Rios Yangtzé, o Amarelo e o Mekong.
Em agosto, dezenas de pessoas ficaram feridas após a polícia utilizar bastões, gás lacrimogêneo e choque elétrico para dispersar uma grande manifestação de três dias do lado de fora de uma mina de diamantes a céu aberto, segundo os grupos de exílio tibetanos.
Chuyan Dorjee, de 26 anos, monge que se uniu às multidões escavando ao longo do Rio Batang em uma manhã recente, explicou por que muitos tibetanos tinham convicções tão profundas sobre a proteção do meio ambiente.
— Se os seres humanos querem sobreviver neste mundo, temos de proteger os animais e o capim. Somos todos interligados. Se eles não tiverem lugar para viver, nós não teremos lugar para viver — ele disse.
A visão de tantas pessoas trabalhando ao sol, muitas delas com os seus 70 e 80 anos, era contagiante. Entre os escavadores estava Ha Kaimu, de 20 anos, um vendedor de meias e roupas íntimas que tirou um dia de folga da sua barraca no mercado local.
Kaimu, muçulmano da etnia Hui, que recentemente se mudou da província vizinha de Gansu para Yushu, disse ter ficado profundamente emocionado pelo ato coletivo de benevolência.
— Em minha cidade natal, se houvesse um animal bem maior enfrentando tal situação, ninguém moveria um dedo, mas vejam essas pessoas trabalhando para salvar uma criatura minúscula. Como é possível não se emocionar? — ele disse, enquanto várias mulheres lhe ofereciam um sincero sinal de positivo

sábado, 2 de agosto de 2014

Adventista do Sétimo Dia - Dia sagrado de descanso

AIS_LR_01.08.2014
A mais recente decisão do Tribunal Constitucional (TC) pode permitir às pessoas crentes beneficiarem dos dias e das horas de descanso referentes à sua religião. De acordo com o semanário SOL, adventistas, muçulmanos, judeus e até mesmo cristãos podem agora alegar a religião para mudar o horário e, por exemplo, não trabalhar ao fim de semana.
Adventistas, judeus e muçulmanos acreditam que a decisão do Tribunal Constitucional (TC) de permitir que uma procuradora e uma operária adventistas deixem de trabalhar ao sábado, dia de descanso da sua religião, vai ser uma arma para quem quer cumprir as regras religiosas. Isto, ao tornar mais fácil que uma pessoa, alegando o seu culto, mude o horário de trabalho. 

“Esta decisão histórica dá mais força aos trabalhadores que queiram cumprir os direitos e vejam o posto de trabalho em causa”, diz ao SOL Paulo Macedo, do Departamento de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia. “São um novo recurso para os muçulmanos que querem fazer o seu culto”, diz, por seu lado, o presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdool Karim Vakil. Também para a vice-presidente da comunidade israelita, Ester Mucznik, estas decisões do TC ajudam a resolver “casos em que a negociação e a explicação ao empregador não chegue para que o judeu possa cumprir o sabbath (dia de descanso ao sábado)”.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ampliar a evangelização nas universidades e escolas é meta da Comissão para a Juventude

  • A vivência da vocação na vida em sociedade é recordada pelo bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro da Silva, em sua carta mensal sobre a evangelização da juventude.
    De acordo com o bispo, “ao escutar a voz de Deus que nos chama para um determinado estado de vida e para um serviço qualificado à humanidade, nos sentimos convocados a fortalecer nossas convicções e a ser mais coerentes”.
     Dom Eduardo motiva também as lideranças juvenis para articulação de atividades de evangelização em universidades e escolas de ensino médio, que segundo o bispo, estão “carentes da presença da Igreja em sua missão de educadora”. São sugeridas pistas de ações para esse trabalho nas instituições de ensino, entre elas a criação de espaço de diálogo e o fomento do Setor Universidades, encontro periódicos com os jovens universitários, divulgação dos documentos e mensagens da Igreja, a promoção de fóruns e seminários etc.
    “Nos sintamos cada vez mais missionários de uma Igreja edificada na história para exercer sua missão delicada e primordial de educadora de valores e defensora da vida das pessoas”, disse dom Eduardo Pinheiro.
    Confira abaixo a íntegra da carta:
    Brasília, 1º de Agosto de 2014. 
    Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.
    “Todos aqueles que ouviam o menino ficavam maravilhados
    com sua inteligência e suas respostas.” (Lc 2,47)
    Em diversas partes, as Sagradas Escrituras nos mostram a força da presença de Jesus que“ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os escribas e fariseus” (Mt 7,28)! Ensinar “com autoridade” é falar com convicção e coerência. Estes dois elementos são essenciais e complementares. As verdades ensinadas e defendidas só são escutadas com respeito, quando aquele que fala empenha-se em viver aquilo que prega. Por outro lado, este testemunho de vida necessita de fundamentação sólida para ser mais incisivo e duradouro na vida das pessoas.
    Entramos no mês de agosto, mês vocacional. É um momento bem propício para revisarmos a vivência de nossa vocação. Ao escutar a voz de Deus que nos chama para um determinado estado de vida e para um serviço qualificado à humanidade, nos sentimos convocados a fortalecer nossas convicções e a ser mais coerentes.
    Somos tentados e pressionados por todos os lados e o desafio de viver com coerência a vocação cristã nos impõe aprofundamento da nossa fé. Dentro e fora de nós existem forças que nos obrigam às decisões. Ao lado de nossa tendência de comodismo e fuga, encontra-se uma cultura que avança em diversos aspectos questionando-nos constantemente sobre os fundamentos de nossa fé.
    Articular fé e razão se torna, portanto, um imperativo em nossa vocação de discípulos missionários de Cristo. Estamos convencidos de que o processo de amadurecimento da fé exige raízes que lhe garantam consistência, caso contrário estará fadada a se esvaziar diante das crises e dos questionamentos que os dias atuais se nos impõem. Assim, também, a Igreja não admite uma intelectualidade desconectada das outras dimensões da vida humana, inclusive da dimensão religiosa. O ser humano é belo quando considerado em sua totalidade!
    Mais do que nunca, a Igreja está sendo chamada a entrar no mundo acadêmico e universitário e exercer sua vocação na história de iluminar a vida, defender os princípios que a dignificam e defendê-la de ideologias relativistas, discriminatórias, manipuladoras, tendenciosas, reducionistas. “À medida que avança o processo de escolaridade, em especial na fase universitária, os jovens se fascinam pela racionalidade das ciências e tecnologias, pela eficiência e organização da sociedade produtiva e do mercado, pelo compromisso com a transformação social, de tal forma que sua fé pode entrar, em alguns casos, em conflito com a razão; mas pode, também, amadurecer com a contribuição dessa razão. A ação pastoral deve favorecer a base intelectual da sua fé para que saibam se mover de maneira crítica dentro do mundo intelectual, acompanhados de vida cristã autêntica para que possam atuar responsavelmente no mundo do qual fazem parte.” (Doc. 85 CNBB, 219)
    O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro passado à luz do Documento 85 da CNBB, ao refletir sobre a 7a. Linha de Ação – DIÁLOGO FÉ E RAZÃO – definiu, assim, para os próximos anos, as duas PISTAS DE AÇÃO:
    1.     criar espaço de diálogo sobre o tema fé-razão nas comunidades e no mundo acadêmico;
    2.     fomentar o Setor Universidades, articulando as diferentes experiências já existentes.
    Nessas prioridades, notamos o pedido para que este diálogo aconteça tanto nos ambientes eclesiais quanto na universidade, por meio da força conjunta das experiências que já existem. Ao contemplar nossos universitários que estão presentes em nossas Comunidades, sentimo-nos responsáveis por auxiliá-los a valorizar a razão para amadurecer a fé; já nos ambientes universitários somos convocados a mostrar que a fé só tem a somar com as reflexões acadêmicas. Mesmo quando estas são questionadas pela fé, percebemos nisso um contributo significativo e não um empecilho para o desenvolvimento e o progresso, afinal de contas a religiosidade é uma das dimensões intrínsecas ao ser humano.
    A Igreja pode ousar mais na missão no mundo da cultura. Tanto a Universidade quanto as escolas de Ensino Médio estão, em muitos lugares, carentes da presença da Igreja em sua missão de educadora. Eis algumas sugestões que poderiam fazer a diferença nestes ambientes:
     1)    reunir periodicamente os jovens universitários que frequentam as celebrações eucarísticas paroquiais e, por meio do acompanhamento de um casal designado para isto, auxiliá-los no exercício do diálogo fé-razão, capacitando-os como especiais protagonistas cristãos em suas próprias universidades;
    2)    motivar os jovens mais engajados da paróquia a exercitarem a cultura da acolhida e do encontro, organizando uma espécie de “plantão universitário” na paróquia para atender e orientar os jovens que chegam de outras cidades e buscam informações, hospedagem, orientação espiritual;
    3)    divulgar os documentos e mensagens da Igreja que versam sobre diversas áreas socioculturais, facilitar sua aquisição e incentivar a leitura, principalmente entre os jovens, para que tomem consciência da posição católica frente a todos os campos que atingem a vida da pessoa humana;
    4)    criar, a partir dos próprios universitários engajados na paróquia, subsídios práticos(folders, spots, vídeos, etc.) sobre os conteúdos fundamentais da Doutrina Social da Igreja para serem divulgados de maneira rápida nos ambientes eclesiais e universitários, bem como pelas redes sociais;
    5)    promover fóruns e seminários nos estabelecimentos de ensino superior localizados no território paroquial, contribuindo com aprofundamento de temas mais polêmicos com relação à bioética, política, economia, cidadania, sexualidade, etc.;
    6)    visitar periodicamente as universidades e escolas presentes no território paroquial, criando vínculos e oferecendo assistência religiosa e serviços pastorais, como missas, sacramentos, palestras, grupos bíblicos, bênçãos, ensino religioso, iniciativas ecumênicas, homenagens em dias festivos, atendimentos, etc.;
    7)    descobrir os professores universitários que frequentam regularmente a paróquia e recolher suas sugestões de como a Igreja poderia se fazer mais presente nos ambientes acadêmicos, contribuindo, assim, com a qualidade da cultura, da formação, das reflexões, etc.;
    8)    promover e/ou acompanhar a pastoral nas universidades presentes no território paroquial, segundo os documentos e as orientações da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, Setor Universidades, da CNBB;
    9)    solicitar às universidades para que incentivem e organizem grupos de alunos estagiários e voluntários para realizarem projetos sociais nas áreas mais carentes do território paroquial;
    10) incentivar a organização da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) nas Escolas de Ensino Médio e a celebração da Semana do Estudante (5 a 11 de agosto), segundo as orientações contidas no site www.pjebr.org.
    A edificação do Reino pela Igreja e a construção de um mundo novo, pela sociedade, falam a mesma linguagem quando possuem os mesmos ideais de vida plena para a pessoa humana e para o bem comum. Fé e razão, religião e ciência, são elementos intrinsecamente ligados. Alguns temas comuns avançam quando se somam a força da razão e o valor da fé: democracia, diálogo, felicidade, transparência, direitos individuais, liberdade, justiça, igualdade, respeito, vida plena para todos. “A Igreja continua profundamente convencida de que fé e razão se ajudam mutuamente, exercendo, uma em prol da outra, a função tanto de discernimento crítico e purificador como de estímulo para progredir na investigação e no aprofundamento” (Fides et Ratio, 100).
    Peçamos a intercessão de Nossa Senhora para que nos sintamos cada vez mais missionários de uma Igreja edificada na história para exercer sua missão delicada e primordial de educadora de valores e defensora da vida das pessoas.
    Com estima e agradecido por tudo aquilo que sua paróquia e estruturas já têm feito a favor dos jovens universitários e das instituições acadêmicas aos seus cuidados, abraço-os a todos com minhas orações.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Sacrosactum Concilium é tema da 28ª Semana de Liturgia

Agentes e coordenadores da Pastoral Litúrgica, catequistas, professores de liturgia e sacramentos, bispos, presbíteros e diáconos estarão presentes na 28ª Semana de Liturgia, que será realizada de 13 a 17 de outubro, no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo (SP). O evento dá continuidade ao tema abordado na 27ª edição da Semana, ocorrida em 2013, “50 anos da Sacrosanctum Concilium (1963-2013): novo jeito de celebrar novo jeito de ser igreja”.
 Promovida pelo Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, em parceria com Unisal (Pio XI) e Rede Celebra, a 28ª Semana visa reafirmar a finalidade fundamental do Concílio Vaticano II de, ao restabelecer a relação entre liturgia e fé (cf. SC 1 e 59), “fomentar a vida cristã”, e buscar respostas aos desafios do momento presente por uma liturgia que seja, de fato, expressão e alimento da fé cristã.
De acordo com a organização, os participantes trabalharão conjuntamente em “busca de caminhos de inclusão da liturgia como parte integrante e privilegiada no processo de crescimento da fé cristã, tornando-se sua máxima expressão e fonte”.
No total, há 230 vagas. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição disponível no site www.centroliturgiadomclemente.com.br, e efetuar o depósito da taxa. A ficha preenchida deve ser enviada para e-mail semanadeliturgia@yahoo.com.br ou pelo correio, junto com o comprovante de pagamento da taxa. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Igreja Universal do reino de Deus : EM QUE CREMOS

Há quase 4 décadas, a Universal expressa a sua fé e crença no Deus vivo. Com base na Bíblia, ela revela o poder que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm em transformar e salvar vidas.
Após a criação dos seres humanos, Deus-Pai foi o Primeiro a se manifestar ao homem, ensinando-lhe como seguir e obedecer às Suas doutrinas. Esses ensinamentos foram seguidos por Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros heróis da fé.
Infelizmente, o homem deixou que o pecado corrompesse suas atitudes. Assim, muitos se desviaram do caminho certo e passaram a seguir as trilhas do seu próprio coração. Mas Deus, na Sua infinita graça e manifestação de amor à humanidade, enviou Seu Único Filho para trazer a Lei e cumprir os Mandamentos Divinos.
O Senhor Jesus Cristo, o Deus-Filho, foi o Segundo a Se manifestar ao homem. Quando veio ao mundo, Ele sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou. Desta feita, garantiu a Salvação ao homem e a libertação deste de todos os sofrimentos. 
O Deus-Espírito Santo foi o Terceiro a se manifestar para a humanidade. Sua revelação é feita no coração. Assim, pode convencer o homem de seus pecados, mostrando, por meio da consciência, que uma pessoa pode errar, mas se houver um sincero arrependimento, Deus a perdoará. 
Desde o início, a Santíssima Trindade age com poder e sabedoria, e até os dias atuais revela a Sua vontade por intermédio da Bíblia, que foi escrita por homens divinamente inspirados, como mostra 2 Timóteo 3.16-17: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra."
Mas o homem ou a mulher que tem a sua vida nas mãos de Deus só pode realizar a boa Obra quando se arrepende de seus pecados. E isso se dá por meio do batismo nas águas, realizado por imersão. Ali é sepultada a natureza humana, isto é, o pecado, e nasce uma nova pessoa, disposta a realizar a vontade de Deus na Terra.
Batismo com o Espírito Santo
O batismo com o Espírito de Deus é um ato de graça e é realizado pelo próprio Senhor Jesus em todos aqueles que desejam ser purificados e também andar em santidade. Por isso, a Universal fundamenta a sua fé e crença exclusivamente na Palavra de Deus, na Bíblia Sagrada. 
Santa Ceia
Entre os eventos, a Santa Ceia é a cerimônia mais importante. Ela não representa apenas um símbolo da participação do corpo e do sangue do Senhor, e sim o fortalecimento da Igreja física e espiritual. Além disso, serve para uma renovação dos votos de aliança com Deus.
Dízimos e ofertas
A Universal também crê que os dízimos e as ofertas são tão sagrados quanto a Palavra de Deus. Os dízimos significam fidelidade, e as ofertas, o amor do servo para com o seu Senhor. Todos os que servem a Deus têm o direito a uma vida abundante. É o que o Senhor Jesus afirma no livro de João 10.10: “... Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
Enfim, a crença é que todos devem ter um relacionamento permanente com o Senhor Jesus pela fé e assim conquistar a vida eterna, a qual Ele prometeu a todos os que perseverarem até o fim."Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono.” Apocalipse 3.21

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Mormonismo

Os mórmons, chamados também de Os santos dos últimos dias, são pessoas participantes de um movimento religioso criado no século XIX, nos Estados Unidos, por Joseph Smith Jr. Ele afirmou que teve uma visão com Jesus Cristo e Deus num momento de oração, quando esses lhe disseram que todas as igrejas estavam desviadas em relação aos seus princípios e que ele não deveria se firmar em nenhuma delas. Posteriormente, um anjo apareceu com placas de ouro escritas, que traduzidas para o inglês tornaram-se um só livro chamado Livro de Mórmon, que é utilizado juntamente com a Bíblia.
Dentro da doutrina mórmon, os seguidores enfatizam a família incentivando-as a permanecerem unidas na realização de seus estudos, priorizam a ingestão de alimentos de origem vegetal, não descartando a ingestão de carne moderadamente, acreditam na trindade, na punição do homem por seus próprios pecados, no sacrifício de Cristo, na organização primitiva da igreja, na construção da Nova Jerusalém na América, na submissão às autoridades e outras.
O líder de cada congregação, denominado bispo, 
é responsável por detectar os necessitados e 
ajudá-los. Para que isso ocorra, o bispo 
envia dois homens participantes de uma espécie
 de grupo de apoio para visitar os lares onde 
residem as famílias da igreja para relatar 
ao bispo onde há necessitados. As mulheres
 mórmons auxiliam na prestação de socorro aos
 necessitados

domingo, 20 de julho de 2014

I Ching baseia-se na ideia de mutação contínua que é dirigida por forças cósmicas yin e yang. Yin é o princípio passivo e feminino, já yang é o princípio ativo e masculino.

Mandala I Ching
O I Ching, também conhecido como Livro das Mutações, foi originado há cerca de 3.000 anos, na China. Baseia-se na ideia de mutação contínua que é dirigida por forças cósmicas yin e yang (sombra e luz). Yin é o princípio passivo e feminino enquanto yang é o princípio ativo e masculino.
O livro é bastante utilizado no país como fonte de sabedoria, além de ser consultado como oráculo por filósofos, religiosos, eruditos e até mesmo psicanalistas, como é o caso de Carl Jung que o utilizava nas análises que realizava. Fu Hsi é considerado o criador mítico do livro que é formado por 64 hexagramas que auxiliam as pessoas a tomarem decisões e a resolverem dúvidas de forma inconsciente.
Para consultar o Livro das Mutações deve haver concentração e pensamentos positivos, o que pode ser induzido com o incenso e músicas suaves. Deve haver estudos sobre as relações das linhas, para que não haja interpretações incorretas. Em linhas, trigramas e hexagramas o I Ching combina formas matemáticas constituindo sua estrutura formal.
O I Ching é consultado com a utilização da moeda sendo que cada uma representa um número. A partir do lançamento das moedas, o indivíduo formula perguntas práticas sobre sua vida e através dos números lançados encontrará a forma como deve agir e como se comportar internamente.